No dia 08 de maio é celebrado o Dia Internacional da Mulher. A data rememora a luta histórica de movimentos feministas e trabalhistas do final do século XIX e início do século XX. Por isso, sua origem está diretamente ligada à luta das mulheres por direitos trabalhistas, igualdade salarial, condições dignas de trabalho e participação política.
Do mesmo modo, o Dia Internacional da Mulher também marca as conquistas recentes das mulheres, além de pautar a luta por igualdade de gênero e direitos. E luta feminina, em especial das mães, foi e continua sendo crucial para a história da cannabis para fins medicinais no Brasil. Venha celebrar com a APEPI o Dia Internacional da Mulher e relembre com a gente essa história:
Protagonismo feminino na construção do acesso à cannabis medicinal no Brasil
A história da cannabis para fins medicinais no Brasil pode ser contada a partir da ótica da proibição, desinformação e preconceito. No entanto, esta também é uma história de coragem e amor. Antes mesmo de existir uma política pública, quando o direito de cuidar ainda era crime, foram mulheres que decidiram não se calar e lutar pela saúde e o tratamento digno para as pessoas que mais amam.
O início da luta das mães por autorização de uso da cannabis está registrada no filme Ilegal: A Vida não Espera (2014), de Raphael Erichsen e Tarso Araújo. Foi esta luta que deu origem à APEPI e outras associações de pacientes, que possuem como objetivo democratizar o acesso a tratamentos com cannabis, transformando amor em mobilização.
Mais do que a luta de mães, esta trajetória é também marcada por muitas outras mulheres. Ao lado das mães, estão cuidadoras e babás, formando uma rede de apoio e cuidado que não pode ser esquecida.
Mulheres ocupando espaços e quebrando barreiras
Durante muito tempo, falar sobre cannabis foi um tabu. Uma planta capaz de levar saúde e qualidade de vida a tantas pessoas era tratada apenas com desinformação e preconceito. E a mudança de narrativa teve a fundamental participação feminina. Na comunicação, mulheres decidiram mudar a narrativa. Investigaram, ouviram famílias e deram visibilidade a histórias que precisavam ser contadas.
Do mesmo modo, na política, mulheres levam essas vozes para os espaços de decisão. E mesmo em minoria nas casas legislativas, elas lutam, marcam posição, defendem as associações e transformam urgências reais em debate. Esta participação política tem sido fundamental para construir mudanças legais e de consciência na sociedade.
No Dia Internacional da Mulher, celebrar a participação feminina no universo da cannabis é também destacar o fundamental papel das profissionais de saúde. São diversas médicas, farmacêuticas, enfermeiras, psicólogas e cientistas que têm sido fundamentais para a ampliação do acesso à cannabis medicinal. Profissionais que unem o conhecimento técnico ao cuidado fundamental para quem precisa de um tratamento seguro e eficaz.
Celebrar o Dia Internacional da Mulher é celebrar a Família APEPI
Além de tudo, esta data nos traz a importância de celebrar também as mulheres da equipe APEPI. Elas estão em todos os setores cruciais e ajudam a manter a APEPI em sua principal função: levar saúde e cuidado para os associados. São elas que cultivam a cannabis, produzem óleos e demais produtos, acolhem famílias, mostram caminhos e mantêm o cuidado acontecendo. Por isso, é fundamental o reconhecimento a quem transforma amor em força. Porque quando uma mulher cuida, ela também transforma o mundo ao seu redor.





