O tratamento de epilepsia possui o maior respaldo científico para o uso do canabidiol (CBD). Em especial, para casos em que as crises continuam ocorrendo mesmo seguindo o tratamento adequado, caracterizados como epilepsia refratária. É evidente que muitas pessoas respondem bem aos tratamentos convencionais, mas os dados apontam que um a cada três pacientes ainda assim continuam apresentando crises frequentes. Por isso, a ciência dedicou tempo e estudo a esses casos e, hoje, o canabidiol é um grande aliado terapêutico para quem convive com a epilepsia.
A seguir, você entende o que é epilepsia, quando ela é refratária, suas causas, sintomas e como o canabidiol pode fazer parte de um tratamento seguro para o controle da condição. Aproveite a leitura!
O que é epilepsia?
A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios recorrentes de crises convulsivas. Essas crises acontecem por conta de alterações excessivas na atividade elétrica do cérebro e podem afetar movimentos, consciência, comportamento, sensações e emoções.
Existem diferentes tipos de epilepsia e crises epilépticas, que variam conforme as regiões cerebrais envolvidas. Algumas pessoas apresentam crises mais evidentes, com abalos musculares e perda de consciência. Outras têm episódios mais sutis, como momentos de “ausência”, olhar fixo ou confusão momentânea.
A condição pode surgir em qualquer idade e ter causas variadas, o que ajuda a explicar a diversidade de sintomas e tipos de crise. Contudo, o diagnóstico de epilepsia é feito por um neurologista ou equipe médica multissetorial, a partir do histórico clínico e descrição das crises sofridas pelo paciente.
Causas e sintomas da epilepsia
As causas da epilepsia são diversas. Elas podem incluir: fatores genéticos, alterações no desenvolvimento cerebral, lesões na cabeça, infecções do sistema nervoso central, tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doenças neurodegenerativas.
Nesse sentido, dentro da origem genética e de desenvolvimento, destacam-se síndromes epilépticas complexas, como a Síndrome de Dravet, a Síndrome de Lennox-Gastaut e o Complexo de Esclerose Tuberosa. Esses quadros costumam se manifestar ainda na infância, com múltiplos tipos de crises e alta probabilidade de resistência aos medicamentos convencionais.
Já os sintomas dependem do tipo de crise e das áreas do cérebro envolvidas. Entre as manifestações mais comuns estão:
- Abalos musculares involuntários ou rigidez do corpo;
- Perda de consciência ou desmaio;
- Breves momentos de “ausência”, com olhar fixo e interrupção da atividade;
- Confusão mental, dificuldade de fala ou de compreensão durante a crise;
- Sensações incomuns, como formigamento, cheiros ou gostos estranhos, medo súbito ou déjà vu;
- Movimentos automáticos repetitivos, como mastigar, esfregar as mãos ou caminhar sem propósito.
É bom lembrar que nem toda pessoa com epilepsia apresenta a totalidade desses sintomas. Além disso, a intensidade das crises varia de um indivíduo para outro. Para a maioria, os medicamentos antiepilépticos ajudam a controlar as crises, mas em alguns casos elas continuam ocorrendo mesmo com o tratamento adequado.
Quando a epilepsia é considerada refratária?
A epilepsia é refratária quando as crises continuam ocorrendo mesmo com o uso adequado de medicamentos antiepilépticos. De acordo com a Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE), isso acontece quando pelo menos dois medicamentos bem tolerados e usados na dose correta não conseguem controlar as crises.
Estima-se que cerca de 30% dos pacientes que convivem com epilepsia têm algum grau de refratariedade ao tratamento convencional. Nesses casos, o impacto na qualidade de vida costuma ser maior, havendo necessidade de acompanhamento com um neurologista especializado em epilepsia.
Felizmente, isso não significa que não há outras opções de tratamento. Com o avanço da ciência, novas alternativas para casos de epilepsia refratária começaram a ser estudadas. Hoje, já existem opções complementares com eficácia comprovada, incluindo o uso medicinal da cannabis.
Quem tem epilepsia pode tomar canabidiol?
O canabidiol pode ser um grande aliado terapêutico no controle da epilepsia. Mas atenção: o CBD não é indicado para todos os casos epilépticos. Na verdade, o composto da cannabis tem papel relevante em quadros específicos, em especial os de epilepsias refratárias. Por isso, cabe ao médico prescritor orientar o tratamento, seja ele o próprio neurologista responsável ou um profissional atuando em conjunto com o especialista de confiança.
Para justificar esse uso, o que não faltam são evidências clínicas. Ensaios clínicos publicados em revistas como a The New England Journal of Medicine e revisões sistemáticas mostram que o canabidiol reduz a frequência média de crises mensais em comparação ao placebo.
Principais benefícios do canabidiol para epilepsia
- Redução da frequência de crises: ensaios clínicos mostram que o CBD pode diminuir a frequência média de crises mensais, especialmente em síndromes como Dravet, Lennox-Gastaut e complexo de esclerose tuberosa.
- Maior chance de redução significativa de crises: parte dos pacientes apresenta redução de 50% ou mais na frequência de crises quando o canabidiol passa a fazer parte do tratamento convencional.
- Melhora na qualidade de vida: estudos relatam melhora em aspectos como bem-estar geral, comportamento e sono em pacientes que respondem ao tratamento com CBD.
- Perfil de segurança conhecido: o CBD não causa efeitos psicoativos e tem um perfil de efeitos adversos reduzido e bem descrito, o que permite acompanhamento mais estruturado pelo neurologista.
Na APEPI, produzimos óleos de cannabis de qualidade comprovada e acompanhamento especializado. O Doctor (CBD) oferece 1.000 mg de canabidiol em um frasco de 30 ml. Já o CBD 3000 reúne 3.000 mg de CBD no mesmo volume, sendo o óleo da APEPI com o padrão global de concentração de canabidiol.
Todos os nossos produtos contam com qualidade comprovada. Disponibilizamos os Certificados de Análise (COA) que atestam a concentração de CBD e a ausência de contaminantes. Se tiver dúvidas, nossa equipe de acolhimento está disponível para conversar com você.
Uso de canabidiol no controle de crises e convulsões
O canabidiol pode ser considerado como tratamento complementar para reduzir a frequência de crises em alguns tipos de epilepsia e convulsões. No entanto, vale dizer que ele não substitui os medicamentos antiepilépticos e nem interrompe uma crise de imediato, tendo como característica o uso contínuo com efeitos a longo prazo. Sua indicação, formulação e dose devem ser definidas pelo médico prescritor em conjunto com o neurologista responsável.
Além disso, é importante diferenciar dois termos que muitas vezes são usados como sinônimos e na verdade não são: crise epiléptica e convulsão. A crise epiléptica é uma alteração temporária da atividade elétrica cerebral e pode provocar diferentes sinais. Já a convulsão se caracteriza como uma possível manifestação motora dessa crise, marcada por enrijecimento ou abalos involuntários do corpo.
Dessa forma, nem toda crise epiléptica causa convulsões visíveis. Algumas podem se apresentar apenas como olhar fixo, pausas breves, confusão, alteração de consciência, movimentos automáticos ou sensações incomuns. Do mesmo modo, uma pessoa pode ter uma convulsão isolada por outros motivos, sem necessariamente ter epilepsia.
Canabidiol para epilepsia infantil: crianças podem usar?
Sim, crianças com epilepsia podem usar canabidiol (CBD) em situações específicas, sempre com prescrição e acompanhamento médico. O uso de CBD para crianças tem papel consolidado em síndromes epilépticas graves e de difícil controle, como as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut.
Em crianças, é importante observar não só a frequência das crises, mas também o impacto do tratamento no desenvolvimento, aprendizado e qualidade de vida. A decisão deve ser tomada por um neurologista com experiência em epilepsia infantil, que conheça o histórico da criança, o tipo de síndrome epiléptica e os medicamentos em uso.
Agências reguladoras como a FDA (Estados Unidos) e a EMA (Europa) aprovaram o uso de canabidiol purificado para crianças a partir de 1 ou 2 anos de idade, a depender da indicação e do país.
No Brasil, o uso medicinal da cannabis em pediatria só ocorre mediante prescrição médica e autorização da Anvisa. Até pouco tempo atrás, muitas famílias precisavam importar produtos de outros países, o que envolvia custos elevados e muita burocracia. Hoje, com o avanço da produção no país, a APEPI oferece óleos 100% nacionais com padrão global de qualidade e livre de taxas de importação.
Caso notável no Brasil: a história de Sofia Langenbach e a origem da APEPI
A virada no cenário nacional começou justamente pela experiência de Sofia, filha de Marcos Langenbach e Margarete Brito. Diagnosticada com a síndrome genética rara CDKL5, as convulsões de Sofia eram diárias e não cediam com remédios convencionais.
Sem alternativas pela via tradicional, Marcos e Guete pesquisaram os potenciais do canabidiol e enfrentaram barreiras burocráticas e judiciais para importar o extrato. Com a liberação e a introdução do CBD, as crises diminuíram drasticamente e Sofia ganhou a estabilidade necessária para o seu desenvolvimento.
Percebendo que a angústia que viveram era compartilhada por milhares de outras mães e pais em todo país, o esforço do casal se transformou em causa coletiva. Foi dessa mobilização que nasceu a APEPI (Associação de Apoio à Pesquisa e a Pacientes de Cannabis Medicinal), pioneira no modelo associativo em território nacional.
Hoje, nossa história tem como coração um lugar batizado em homenagem à filha do casal, a Fazenda Sofia Langenbach. O espaço fica localizado no município de Paty do Alferes, e reúne pesquisa e agricultura com tecnologia de ponta para garantir tratamentos seguros e acessíveis a quem mais precisa.
Cuidados no uso de CBD para epilepsia: interação com antiepilépticos
O canabidiol pode interagir com alguns medicamentos antiepilépticos. Isso não impede o uso de CBD, mas indica a necessidade de monitorar doses e exames de forma mais frequente.
As interações mais relevantes ocorrem com o clobazam e o valproato. Por isso, antes de iniciar o canabidiol, é importante que o médico revise todos os medicamentos em uso. Durante o tratamento, ajustes de dose e acompanhamento regular ajudam a garantir a segurança e eficácia do uso combinado.
Como iniciar o tratamento da epilepsia com canabidiol
De forma geral, o processo começa com uma avaliação especializada do tipo de epilepsia, do histórico de crises e dos medicamentos já utilizados. Em seguida, o médico prescritor indica a formulação e define uma dose inicial, que pode passar por ajustes graduais até atingir a dose terapêutica ideal.
Portanto, se você ou alguém da sua família convive com epilepsia e está considerando o canabidiol como parte do tratamento, a APEPI pode te ajudar nessa jornada. Oferecemos orientação para você entender o processo de prescrição, buscar profissionais especializados e acessar óleos nacionais. Para saber mais, fale com a nossa equipe de acolhimento ou acesse o nosso site.











