Quem convive com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou é próximo de alguém que enfrenta a condição sabe como o dia a dia pode ser desafiador. Lidar com a desatenção, hiperatividade e impulsividade decorrentes do transtorno pode trazer complicações para a vida de quem convive com ele. É nesse contexto que surge o canabidiol (CBD), composto da cannabis que desperta interesse como um possível aliado no controle de sintomas e condições associadas ao TDAH.
Entenda mais sobre o que é o transtorno, seus sintomas, como o canabidiol pode ser útil para o tratamento da condição e muito mais:
O que é TDAH?
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por sintomas persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Esses sinais costumam aparecer na infância e podem continuar ao longo da vida adulta, mas se manifestam de maneiras diferentes em cada fase.
Na infância, o TDAH pode se manifestar por meio de dificuldades para manter o foco, seguir instruções, organizar tarefas e permanecer parado por longos períodos. Na vida adulta, a hiperatividade costuma se tornar menos evidente, mas outras condições associadas ao transtorno podem continuar presentes.
Embora o TDAH ainda não tenha cura conhecida, ele pode ser controlado com estratégias adequadas para cada caso. Normalmente, o tratamento envolve medicamentos, psicoterapia, mudanças na rotina e apoio profissional.
Por envolver sintomas tão diversificados e que variam de acordo com as fases da vida, o TDAH por vezes requer uma abordagem que envolve terapias complementares de cuidado. Uma delas é a que explicaremos melhor neste texto, isto é, o uso medicinal da cannabis.
Quem tem TDAH pode tomar canabidiol?
Pessoas com TDAH podem considerar o uso do óleo de canabidiol em alguns contextos clínicos, sobretudo quando há sintomas que impactam a qualidade de vida. Entre alguns deles, estão a dificuldade na hora de dormir, ansiedade e a dificuldade de regulação emocional. Para esses casos, já existem estudos e pesquisas que investigam o uso do CBD e indicam resultados promissores.
No entanto, vale dizer que a decisão de iniciar o tratamento com canabidiol para TDAH deve ser individualizada. É fundamental que fatores como idade, histórico de saúde, gravidade dos sintomas e outros medicamentos em uso passem pela avaliação de um profissional de saúde. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra, mesmo que ambas recebam o diagnóstico do transtorno.
Do mesmo modo, o acompanhamento médico é indispensável para definir se o CBD faz sentido para cada caso, bem como escolher a formulação e dose adequadas, monitorar os possíveis efeitos e ajustar o plano de cuidado ao longo do tratamento.
Canabidiol e sistema endocanabinoide: por que ele pode ajudar pacientes com TDAH?
As evidências sobre o uso do canabidiol para tratar diretamente os sintomas principais do TDAH existem, mas ainda estão em expansão. Apesar disso, como vimos, o CBD pode fazer sentido quando o transtorno vem acompanhado de sintomas que impactam a qualidade de vida dos pacientes.
O interesse pelo canabidiol nesse contexto parte de uma premissa simples: o funcionamento do sistema endocanabinoide. O sistema endocanabinoide é uma rede de sinalização biológica espalhada ao longo do nosso corpo que participa de processos ligados a humor, sono, resposta ao estresse e diversas outras funções.
O CBD, por sua vez, interage com esse sistema quando nosso organismo o absorve, influenciando algumas dessas respostas. Por isso, pesquisadores buscam entender como o canabidiol pode contribuir para o cuidado de pessoas que enfrentam dificuldades decorrentes dos sintomas clássicos do TDAH.
Estudos e benefícios sobre o canabidiol para TDAH
Algumas pesquisas observacionais e relatos clínicos indicam que pessoas com TDAH podem apresentar melhorias em sintomas associados a partir do tratamento com cannabis medicinal.
O principal deles é um estudo realizado no Reino Unido, do UK Medical Cannabis Registry. No caso, pacientes com TDAH foram submetidos a um tratamento à base de cannabis ao longo de 12 meses e apresentaram melhorias em ansiedade, qualidade do sono e qualidade de vida.
Veja como o canabidiol atua sobre cada uma dessas frentes:
- Ansiedade: O CBD atua diretamente nos receptores de serotonina do nosso cérebro, neurotransmissor associado ao humor e à regulação emocional. Em muitos casos, isso pode ajudar a aliviar o fluxo de pensamentos acelerado e a ansiedade social que normalmente acompanham pessoas com TDAH.
- Insônia: O canabidiol também possui relação com o relaxamento e a qualidade do sono. Ao contribuir para a redução de fatores que dificultam o descanso, como ansiedade e inquietação, ele se torna relevante para pessoas com TDAH que enfrentam dificuldades na hora de dormir.
- Regulação emocional: O CBD é um composto que regula a atividade em áreas cerebrais como a amígdala, onde há o processamento das nossas emoções e respostas ao estresse. Para quem tem TDAH, isso pode significar uma maior capacidade de gerenciar a frustração, o que se liga à impulsividade e oscilações de humor comuns ao transtorno.
- Qualidade de vida: ao atuar sobre sintomas associados que impactam o cotidiano, o canabidiol pode contribuir para uma rotina mais equilibrada. A melhora do sono, ansiedade e da agitação emocional está diretamente ligada à percepção de bem-estar.
Uma dúvida frequente entre pacientes é se o canabidiol atua diretamente no aumento da concentração. Enquanto a ciência já estuda o papel da cannabis no suporte a sintomas associados como os que estão acima, as pesquisas sobre o impacto do CBD no foco e atenção seguem em expansão. Por isso, a melhora costuma ser um reflexo do alívio geral proporcionado pelo tratamento.
Crianças com TDAH podem tomar canabidiol?
Embora haja estudos mais avançados para o uso em adultos, o tratamento à base de canabidiol em crianças com TDAH ainda é um tema em fase inicial e que exige cuidado. As pesquisas seguem em andamento, mas os resultados para recomendar o uso de CBD em crianças com o transtorno ainda são insuficientes.
De todo modo, qualquer tratamento à base de cannabis em crianças deve ser avaliado individualmente por um médico prescritor, preferencialmente com experiência em neurodesenvolvimento e psiquiatria infantil.
Fumar maconha ajuda no TDAH?
Muitas pessoas com TDAH relatam alívio da inquietação motora e do excesso de pensamentos ao fazer o uso recreativo da maconha. Do ponto de vista clínico, porém, a combustão da planta não é considerada uma estratégia terapêutica validada. Fumar pode provocar picos rápidos no organismo, mas que geram apenas uma melhora momentânea em vez do controle estável e duradouro dos sintomas.
Por isso, caso haja interesse em avaliar o uso medicinal da cannabis, a conversa deve ser conduzida com um médico prescritor, que poderá indicar a via, a formulação e a dose mais adequadas para cada caso.
Na abordagem com óleos medicinais, a absorção dos compostos da cannabis garante a estabilidade e a previsibilidade que o tratamento exige. Na APEPI, trabalhamos com óleos de canabidiol full spectrum e 100% nacionais, livres de taxa.
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Caso queira entender melhor a diferença entre as opções, você pode conferir o nosso guia comparativo entre o Doctor (CBD) e o CBD 3000.
Cannabis substitui os medicamentos convencionais de TDAH?
A cannabis não substitui o tratamento convencional do TDAH. O canabidiol deve ser considerado como uma terapia complementar que pode atuar em conjunto com os medicamentos já em curso.
No TDAH e em muitos outros casos, o CBD entra como um suporte para ajudar no controle de sintomas paralelos e até amenizar efeitos adversos que alguns medicamentos convencionais podem causar. Portanto, sua atuação é, sobretudo, uma abordagem adjuvante.
Por isso, o tratamento com cannabis medicinal deve ser sempre orientado por médicos prescritores e profissionais da área. A APEPI conta com uma rede de especialistas que realizam avaliações clínicas criteriosas para entender a viabilidade do uso para cada caso e garantir que o tratamento ocorra de maneira segura e responsável.











