Um vírus quase inofensivo na infância que retorna na fase adulta e gera dor neuropática e lesões na pele. O herpes zoster é uma doença causada pela reativação do vírus varicela-zoster (VZV), o mesmo responsável pela catapora. Para lidar com os sintomas da infecção viral do herpes zoster, o canabidiol (CBD) surge como uma opção. Confira como o uso dos canabinoides pode potencializar o tratamento do herpes zoster.
Canabidiol e herpes zoster
Nas últimas décadas, surgiram evidências crescentes sobre o uso de canabinoides, em especial o óleo de canabidiol, no tratamento da dor neuropática, incluindo neuralgia pós-herpética, um quadro severo de dor neuropática crônica. Na prática clínica, os canabinoides também aparecem como uma alternativa para o alívio da dor neuropática. Semelhantemente, há evidências a respeito do uso tópico do CBD, como na pomada de canabidiol, para dores e lesões na pele.
Em relação a dores crônicas, estudos recentes apontam para a eficácia de pomada à base de canabidiol para o tratamento de dores causadas pela fibromialgia, dores musculares e melhora no quadro de epidermólise bolhosa com o uso tópico de CBD. Do mesmo modo, o canabidiol demonstrou-se promissor para o tratamento de inflamações e para a cicatrização da pele.
Além disso, o CBD foi capaz de melhorar sintomas de dermatite e psoríase em testes. Nesse sentido, o canabidiol na pele pode ajudar a não só com a dor neuropática, como também com as feridas na pele causadas pelo herpes zoster.
O uso do óleo de canabidiol ou outros canabinoides, como o canabigerol (CBG) e o tetrahidrocanabinol (THC), pode ser um potencializador no tratamento dos sintomas do herpes zoster. Vale ressaltar que a literatura científica ainda é limitada em estudos diretos com pacientes após a varicela e que o uso do óleo de CBD não substitui o tratamento convencional com antivirais.
Saiba como iniciar um tratamento com óleo de CBD para dor neuropática
Entenda mais sobre o herpes zoster
Como mencionamos, o herpes zoster, popular cobreiro, é causado pela reativação do vírus varicela-zoster (VZV), anos após a infecção por catapora. De modo geral, o vírus permanece em estado latente nos gânglios nervosos e pode ser reativado depois de muitos anos. Entre as causas da reativação está a queda natural da imunidade, o envelhecimento, estresse crônico ou doenças imunossupressoras, particularmente naqueles com diagnóstico de infecção pelo HIV.
A principal maneira de prevenir o herpes zoster é com a vacinação. Atualmente existem vacinas capazes de reduzir significativamente a incidência do herpes zoster e da neuralgia pós-herpética, especialmente em idosos. Contudo, é fundamental que pessoas em grupo de risco mantenham hábitos saudáveis que evitem a reativação do varicela-zoster. Embora o herpes zoster geralmente ocorra apenas uma vez, é possível ocorrer reincidência da infecção.
Como uma infecção por vírus, recomenda-se o uso de antivirais para reduzir a replicação do varicela-zoster, diminuir a duração da doença e reduzir o risco de neuralgia pós-herpética. Este tratamento convencional é a linha principal e imprescindível para a doença. O CBD pode agir como um adjuvante no tratamento dos sintomas de infecção.
De modo geral, o herpes zoster costuma durar entre 2 e 4 semanas na maioria dos casos. Na primeira semana tende a ocorrer dor, queimação, formigamento ou sensibilidade na pele. Logo após há o início das bolhas dolorosas, geralmente em apenas um lado do corpo. Por fim, as bolhas secam, formam crostas e a pele cicatriza progressivamente. Contudo, é nesta fase que pode se iniciar a dor crônica por neuralgia pós-herpética.


