FAQ

Lista de perguntas em cada categoria

Medicinal

O que é canabidiol (CBD)?

O que é THC?

Quais doenças podem se beneficiar da maconha?

Maconha serve para tratar:

Quais as propriedades terapêuticas da maconha?

Quais os riscos do uso medicinal da maconha?

Acesso

Como consigo o óleo de maconha?

Como conseguir um médico que possa me receitar o canabidiol?

Quais médicos podem receitar o canabidiol?

Como convenço meu médico a receitar o canabidiol?

Como consigo autorização da Anvisa para poder importar o canabidiol?

Como consigo o óleo artesanal?

Jurídico

É legal fazer uso medicinal da maconha no Brasil?

É legal cultivar maconha para uso medicinal no Brasil?

Como consigo um habeas corpus para cultivar maconha e fazer meu remédio de forma caseira ?

Cultivo

Como faço para começar a plantar maconha?

Como faço o óleo a partir da maconha?

Oferta

Como posso ajudar?

Convite

Quero uma palestra da Apepi

Acadêmico

Onde consigo estudos científicos sobre o uso medicinal da maconha?

Lista de respostas em cada categoria

 

Medicinal

 

O que é canabidiol (CBD)?

O canabidiol (CBD) é uma das mais de 100 substâncias encontradas na maconha e uma das principais em relação ao uso terapêutico. Espécies de maconha com altos índices de cannabidiol são especialmente indicadas para tratar doenças neurológicas e transtornos psiquiátricos, como distúrbios epiléticos, ansiedade, esquizofrenia, Parkinson e Alzheimer. O CBD apresenta uma toxicidade muito baixa em seres humanos e em outras espécies.

 

O que é THC?

O tetrahidrocanabinol (THC) é a substância encontrada na Cannabis responsável pelos efeitos euforizantes e alucinógenos da cannabis. Existem medicamentos ricos em THC que são comercializados para controle de náuseas produzidas durante tratamentos de quimioterapia e como estimulantes do apetite durante processos de anorexia desenvolvidos em pacientes com AIDS. Além disso, os resultados de seu uso demonstraram ser clinicamente relevante no tratamento de dores neuropáticas decorrentes da esclerose múltipla.

Quais doenças podem se beneficiar da maconha?

A maconha é capaz de aliviar dores e trazer benefícios para os portadores de epilepsia, esclerose múltipla, aids, câncer, glaucoma, asma, parkinson e outras doenças.

Maconha serve para tratar:

Parkinson

Apesar de ainda não existir nenhum tratamento capaz de curar a Doença de Parkinson, evidencias apontam para um possível efeito do CBD na melhoria das medidas de qualidade de vida em pacientes com essa enfermidade.

 

Autismo

Não existem estudos científicos que comprovem a eficácia do tratamento do autismo com a cannabis. Existem apenas relatos isolados de sucesso do uso terapêutico da cannabis em pacientes com síndromes autistas. Acredita-se que o efeito neuroprotetor e de regeneração do cérebro do canabidiol, uma das substâncias da maconha, seja o responsável pelo efeito positivo dos relatos.

 

Epilepsia Refratária

Estudos científicos relatam que o CBD possui eficácia no tratamento de epilepsia refratária, devido a sua ação anticonvulsivante. Ensaios realizados em ratos e camundongos evidenciam que a administração do CBD é capaz de diminuir a ocorrência de convulsões e a mortalidade dos animais epilépticos, quando comparado com os animais doentes que não fizeram o uso da substância (RUSSO, 2016).

Foi relatado que o CBD pode influenciar a hiperexcitabilidade neuronal através de vários mecanismos e que isso está relacionado à sua atividade anticonvulsivante (LEO,2016).

 

HIV/ Desnutrição e estimulação do apetite

Os estudos sobre os efeitos da maconha sugerem que esta droga pode ser importante no tratamento da desnutrição e da perda do apetite em pacientes com AIDS ou câncer. Mas outros medicamentos são mais efetivos do que a maconha, portanto, os autores recomendam pesquisas mais aprofundadas para avaliar a ação da maconha nesses pacientes.

 

O papel da maconha na dor

A medicina ocidental utilizava cannabis amplamente como uma droga analgésica comum durante o século XIX; esta ação analgésica se efetua através do sistema endocanabinoide, evidências sugerem que os canabinóides podem ser úteis na modulação da dor através da inibição da transmissão neuronal, atuando similarmente aos opiáceos sobre as vias nervosas de controle da dor. Embora THC e CBD são sejam classificados como analgésicos potentes, apresentam efeitos satisfatórios no tratamento de dores de tipo neuropática ou outras que não respondem aos tratamentos habituais. A cannabis é eficaz para tratar dores associadas aos quadros de neuropatia como neuralgia do trigêmeo e às dores associadas à herpes, esclerose múltipla,  lesões medulares, alguns tipos de câncer, neuralgias associadas a AIDS ou com qualquer outra condição clínica associada a um quadro importante de dor crônica. (BONFÀ et al., 2008)

 

Quimioterapia reduzindo náuseas e vômitos e aumentando o apetite

Evidências consideráveis demonstram que a modulação do sistema endocanabinóide regula náuseas e vômitos. O efeito antiemético do THC foi descrito na bula do dronabinol (THC sintético registrado internacionalmente sob o nome Marinol®). Esse efeito é especialmente útil no tratamento dos sintomas de náuseas e náuseas antecipatórias em pacientes de quimioterapia, que dificilmente respondem aos medicamentos convencionais atualmente disponíveis. (BONFÁ, 2008)

Esclerose Múltipla/Espasmo Muscular

A maconha influencia o movimento e estudos têm demonstrado que ela pode ajudar no controle do espasmo muscular (encontrado na esclerose múltipla ou no traumatismo raquimedular).

O extrato da cannabis tem sido o principal agente estudado para o tratamento da espasticidade em pacientes com esclerose múltipla. A espasticidade é comumente associada a espasmos dolorosos e distúrbios do sono e contribui para aumentar a morbidade. Os cannabinoides endógenos e exógenos demonstraram ser eficazes para a espasticidade da esclerose múltipla em modelos animais, principalmente através de efeitos no receptor CB1. (BOLGELT et al., 2013)

Em janeiro de 2017 foi aprovado o registro do medicamento específico Mevatyl® composto por: THC [27 mg/mL] + CBD [25 mg/mL], na forma farmacêutica solução oral (spray). É o primeiro medicamento registrado no Brasil à base de Cannabis Sativa.  Esse medicamento é comercializado em outros países com o nome Sativex®, e é indicado para o tratamento sintomático da espasticidade moderada a grave relacionada à esclerose múltipla, e é recomendado a pacientes adultos que não respondem aos tratamentos convencionais e que demonstram melhoria clinicamente significativa dos sintomas relacionados à espasticidade durante um período inicial de tratamento com o Mevatyl. O medicamento é destinado ao uso em adição à medicação antiespástica atual do paciente e está aprovado em outros 28 países, incluindo Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel. (ANVISA, 2017)

Quais as propriedades terapêuticas da maconha?

A maconha tem mais de 80 canabinóides diferentes. Os mais conhecidos e usados no tratamento de doenças são o THC e o CBD. A alegria e o barato da maconha vem do tetrahidrocanabinol (THC). Já a diminuição da ansiedade, a indução do sono e os efeitos anticonvulsivantes são atribuídos aos canabidiol (CBD). A quantidade de THC, CBD e outros canabinóides variam muito de acordo com a espécie da planta. Existem plantas com diversas concentrações de CBD e THC além dos outros canabinóides, e dependendo das condições de cultivo, como temperatura, intensidade de luz e umidade você pode potencializar essas concentrações. Outros canabinoides (como CBN, CBG, CBV, etc) estão sendo estudados, assim como outras doenças que podem ser beneficiadas pelo uso terapêutico da maconha.

 

Quais os riscos do uso medicinal da maconha?

O uso de quaisquer substâncias sempre tem riscos. O que deve ser sempre avaliado é o custo-benefício, ou seja, se o efeito colateral daquela droga tiver um impacto negativo na saúde do paciente maior que os sintomas que sua enfermidade lhe causa, o uso poderá não ser considerado benéfico ou de risco,  dependendo da avaliação feita pelo médico.

Sobre os efeitos adversos da cannabis com fins terapêuticos, a resposta vai depender de qual forma o paciente está fazendo o uso, que pode ser de forma oral, fumada, vaporizada, em pomada e cada risco deve ter sempre a avaliação de um médico. O tipo da planta se é rica em CBD, THC e outros canabinóides também influem nos efeitos colaterais.

Como ainda não é regulamentado no Brasil, o uso medicinal da cannabis tem um risco associado a essa situação que é a falta de informações, especialmente dos remédios e plantas produzidos artesanalmente. A Apepi fomenta a mobilização da sociedade e apoio mútuo em prol da regulamentação do uso medicinal da maconha para garantir a todo brasileiro o direito à informação e acesso ao tratamento com a cannabis.

Acesso

 

Como consigo o óleo de maconha?

Você precisa ter a prescrição de um médico e demais documentos que estão listados no site da Apepi, com todo passo a passo, desde a prescrição médica até a compra, confira: http://apepi.org/epilepsia/ . Apenas os óleos importados são regulamentados pela Anvisa.

Existem também os mercados “não oficiais” que são amplamente divulgados pelas mídias. Trata-se de óleos de cannabis feitos artesanalmente por pacientes, familiares de pacientes ou por algumas associações. Existem vários pacientes utilizando os óleos artesanais com bons resultados. Não é possível, no entanto, saber a concentração de canabinóides nesses óleos. Isso dificulta a terapêutica e avaliação médica. Por outro lado, os custos desses óleos são baixos em relação aos importados, na maioria das vezes utilizados por pacientes que não tem condições de arcar com os custos do óleo importado.

 

Como conseguir um médico que possa me receitar o canabidiol?

No site da Apepi existe uma lista de médicos, confira : http://apepi.org/medicos-2/

Cabe ressaltar que é uma lista meramente informativa. A Apepi não indica médicos, apenas divulga os nomes de alguns médicos em que o paciente pode ter a liberdade de falar sobre o tema. São médicos que já prescreveram o uso terapêutico da cannabis para pacientes. Cada médico faz sua própria avaliação se cabe ou não ao pacientes fazer o uso terapêutico da cannabis.

A Apepi não se responsabiliza pelo atendimento ou garantia de prescrição do óleo de cannabis ao paciente.

Quais médicos podem receitar o canabidiol?

Atualmente o CFM-Conselho Federal de Medicina, regula a prescrição apenas às especialidades médicas de: neurologistas, psiquiatras e neurocirurgiões, estritamente para pacientes portadores de epilepsia grave.

Temos visto, porém, várias especialidades médicas que têm receitado o óleo de cannabis para pacientes de outras patologias, com base no uso compassivo.

O uso compassivo é previsto e usado em situações de extrema necessidade para o paciente que queira fazer uso de remédios que não tem registro no país, como é o caso dos óleos derivados da maconha. Deve haver um médico responsável pelo uso da droga experimental nessas circunstâncias. É uma situação de excepcionalidade terapêutica e, por isso, deve ser adequadamente justificada e autorizada pela Anvisa. O médico assistente é responsável pelo monitoramento do uso compassivo do fármaco experimental e deve prover todas as informações acerca do tratamento, incluindo efeitos os eventos adversos. O consentimento  informado do paciente é extremamente necessário. Caso haja a incapacidade (crianças, comatoso, incapaz), deve-se buscar o responsável legal.

Como convenço meu médico a receitar o canabidiol?

Primeiro deixar claro que já utilizou vários remédios que não atenderam o efeito desejado para reduzir o sofrimento do paciente e que agora está decidido que deseja fazer o uso medicinal da maconha. O paciente deve ler e estudar bastante sobre os benefícios da maconha para a sua doença.

Levar ao médico artigos científicos com estudos realizados com bons resultados é ótimo para que os médicos se sintam seguros em receitar. No site da apepi há uma página com links para diversos artigos científicos: http://apepi.org/artigos-cientificos/

Indicar sites e outras fontes para que o médico possa se informar sobre essa terapêutica.

Você também ode sugerir ao médico para entrar em contato com Apepi que nós o colocaremos em contato com outros médicos prescritores para trocarem informações. Nosso e-mail é contato@apepi.org

Como consigo autorização da Anvisa para poder importar o canabidiol?

No site da Apepi tem o passo a passo para autorização na Anvisa, desde os documentos que devem ser assinados pelo médico, até a compra do medicamento direto com o fabricante escolhido, confira: http://apepi.org/epilepsia/

 

Como consigo o óleo artesanal?

Existe apenas uma Associação, com autorização judicial, que fornece óleo artesanal para os seus Associados, que é a Abrace Esperança, você pode entrar em contato com eles através do site: https://abraceesperanca.com.br/

Caso o paciente tenha indicação médica para o uso medicinal da cannabis e deseja aprender a cultivar e fazer o seu próprio remédio, ele pode procurar a Associação de Pacientes mais próxima do seu Estado para solicitar maiores informações relativas à cursos teóricos sobre o cultivo da cannabis para fins terapêuticos.

Jurídico

 

É legal fazer uso medicinal da maconha no Brasil?

Depende do tipo do produto que o paciente fará uso. A única forma que foi regulamentada pela Anvisa, ou seja, que é legal, é através do óleo de maconha importado, a maioria dos EUA, onde é comercializado como suplemento alimentar. Desde janeiro de 2015, a Anvisa concede autorização especial para os pacientes que tenham prescrição médica.

É legal cultivar maconha para uso medicinal no Brasil?

Sobre a legalidade do cultivo para fins medicinais, existem diversas teorias jurídicas, algumas até defendem que é apenas desobediência civil e não crime, mas em linhas gerais, ainda é proibido o cultivo de maconha, mesmo para fins medicinais. Já há no Brasil, no entanto, famílias que conseguiram na justiça o direito ao plantio.

A pessoa que for pega com plantas de maconha pode responder processo criminal ou por uso ou tráfico. Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal ou tráfico, o juiz  avaliará a natureza e a quantidade da substância apreendida, local e condições em que se desenvolveu o cultivo, as circunstâncias sociais e pessoais, a conduta e os antecedentes da pessoa. Desde a Lei de Drogas de 2006, não é mais crime o uso da maconha, apenas uma infração.

 

Como consigo um habeas corpus para cultivar maconha e fazer meu remédio de forma caseira ?

Você deve procurar um advogado. Não existe uma receita de como conseguir um Habeas Corpus para cultivar maconha para uso medicinal. Cada caso é um caso. Cada paciente terá o seu caso analisado individualmente pelo advogado e pelo juiz.

Existem precedentes de autorizações que pode ajudar, veja um no site da Apepi:  http://apepi.org/wp-content/uploads/2017/01/hc001.pdf

 

Cultivo

 

Como faço para começar a plantar maconha?

O ideal seria você entrar em contato com a associação de pacientes mais perto de você para fazer um curso teórico e aprender tudo sobre o cultivo. Se você mora no Rio de Janeiro entre em contato conosco – http://apepi.org/contato/

Caso você não tenha condições de frequentar nenhum curso de cultivo presencialmente, indicamos o site: https://www.growroom.net/  Lá existe um fórum de discussão e excelentes dicas de cultivo.

Como faço o óleo a partir da maconha?

O ideal seria você entrar em contato com uma associação de pacientes mais perto de você para fazer um curso teórico sobre cultivo e extração. Se você mora no Rio de Janeiro entre em contato conosco – http://apepi.org/contato/

Caso você não tenha condições de frequentar nenhum curso de cultivo presencialmente, indicamos o site: https://www.growroom.net/Lá existe um fórum de discussão e excelentes dicas.

 

Oferta

 

Como posso ajudar?

Você pode ajudar de várias formas:

Divulgação de informações – você pode divulgar nosso site e nossa página no facebook para que os nossos trabalhos cheguem ao alcance das pessoas que possam, eventualmente, se beneficiar dos tratamentos com produtos oriundos de Cannabis. Você pode conversar com estas pessoas e – o que é muito importante – conversar com profissionais da área de saúde, incentivando a busca de conhecimento sobre o assunto e, principalmente, a redução do estigma sobre a planta.

http://apepi.org/

https://www.facebook.com/ApepiBR/

Doações – No site http://apepi.org/  você pode fazer doações de qualquer valor. Se a contribuição for de R$ 75, você receberá uma camiseta e, doando R$ 130 reais, você receberá duas camisetas.

Trabalho – Se você deseja colaborar com trabalho voluntário ou desenvolver trabalho acadêmico, por favor nos envie uma mensagem para contato@apepi.org contando sobre a iniciativa proposta e qual sua formação e experiência profissional. Por favor, deixe seu nome completo e telefone para que possamos entrar em contato.

 

Convite

 

Quero uma palestra da Apepi

Para podermos avaliar como podemos ajudar, precisamos das seguintes informações:

  • Qual o evento? Nossa participação será em conjunto a outras entidades?

  • Qual o local do evento (cidade e endereço)?

  • Que tipo de participação espera da APEPI?

Ex: palestra, participação em mesa de evento, debate, entrevista…

  • Qual o público alvo e quais os objetivos desejados com o evento e com a participação da APEPI?

  • Já existe uma programação prévia que pode ser compartilhada conosco?

  • Há disponibilidade de montarmos uma mesa ou stand para distribuição de folders?

  • Há previsão de que o evento seja gravado ou transmitido ao vivo?

  • Há sonorização disponível para projeção de filmes?

  • Para eventos fora da cidade do Rio de Janeiro, há previsão de ajuda de custo com passagens e hospedagens?

Agradecemos novamente o contato e aguardamos as orientações para avaliarmos a forma mais adequada de atendimento.

Acadêmico

 

Onde consigo estudos científicos sobre o uso medicinal da maconha?

Estamos fazendo esforços para inserir, em nosso site, algumas publicações. Você pode encontrar o que já conseguimos reunir em: http://apepi.org/artigos-cientificos/ .  É importante esclarecer que os artigos são listados com o intuito de disseminar informações e ajudar pacientes e profissionais de saúde no acesso inicial a um vasto leque de informações já disponíveis na internet.