Carta Aberta: Porque Ele Não

Carta aberta:

Considerando que uma das principais pautas da APEPI é a luta pela regulamentação do CULTIVO DA CANNABIS para fins terapêuticos, na última reunião mensal da Associação, entre outras pautas, surgiu a necessidade de discutirmos nosso posicionamento político nesse segundo turno das eleições. Foi decidido por unanimidade pelos presentes na reunião que deveríamos sim ter um posicionamento institucional contra a candidatura do Bolsonaro.

Apesar de defendermos que a cannabis é questão de saúde e não de polícia, não temos ainda condições de debater a legalização do cultivo da cannabis para fins terapêuticos separadamente da discussão sobre políticas de drogas e de segurança pública. Vejam que a proposta desse candidato é exatamente àquela que há anos tentamos combater, ou seja, a política repressiva que mata pessoas inocentes e não resolve a questão do tráfico de drogas e a violência no país.

É importante ressaltar que os pilares fundamentais para a democratização da cannabis medicinal no país, para além da produção de um fitomedicamento, é também o CULTIVO PESSOAL e o CULTIVO COLETIVO. Todavia a política de repressão pregada pelo candidato coloca cultivadores terapêuticos como traficantes e tem encarcerado pessoas inocentes.

A regulamentação do autocultivo é fundamental como um elemento democrático do acesso à cannabis, e o cultivo coletivo por Associação assegura a autoprovisão continuada para os seus membros, permitindo o acesso a pessoas incapacitadas de cultivar ou comprar os produtos importados.

Isto posto, não obstante outros discursos violentos contra mulheres, minorias e o próprio risco à democracia, convidamos todas e todos envolvidos nesse tema, sejam familiares ou usuários de cannabis, terapêutico ou não, a refletirem conosco o seu voto nesse segundo turno, porque depois será tarde demais e a vida não espera!

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